quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Organize as finanças e aumente o patrimônio após a aposentadoria


A Terceira Idade, assim como qualquer fase da vida, é cheia de mudanças no corpo e na mente. Mas ao contrário do que se ouve por aí, esta não é e nem precisa ser uma fase limitada. Muitos idosos aproveitam esse momento para curtir mais a família, realizar aquela viagem dos sonhos que não pode ser feita antes e até mesmo para fazer alguns investimentos e aumentar o patrimônio.
Mas para ter um futuro seguro e uma velhice tranquila, são necessárias algumas atitudes ao longo da vida, principalmente para quem quer manter o padrão de vida após a aposentadoria. É como afirma o provérbio grego: “o trabalho realizado na juventude traz o descanso da velhice”, então, quanto antes o patrimônio pessoal começar a ser construído, mais confortável é a Terceira Idade.
De acordo com o coach e especialista em finanças pessoais, Paulo Costa, o primeiro passo para garantir mais tranquilidade na velhice, e isso serve para todos, é ficar atento aos desperdícios cometidos em contas básicas do dia a dia, como na conta de luz; do supermercado; da padaria, etc. O segundo passo é saber dizer não. “Tenho vários clientes que se endividaram porque fizeram empréstimos para os filhos, emprestaram dinheiro a amigos e estão enrolados financeiramente em função de não saber dizer não”, conta Paulo.
O terceiro passo é ficar atento aos extratos bancários, pois muitas vezes são cobradas taxas de serviços que a pessoa nem usa. “Os valores podem parecer irrisórios mas, quando somados, representam uma quantia considerável que podia ser utilizada para outro fim”, alerta.
O especialista cita o exemplo de um cliente engenheiro que trabalhava embarcado e estava prestes a se aposentar. “Ele tinha um bom salário, mas não tinha controle de suas finanças e, portanto, foi necessário realizar um trabalho de organização financeira”, explica. O trabalho para ordenar as finanças foi rápido e eficaz. Com as contas reestabelecidas, o cliente optou por ter uma renda extra e, para isso, comprou um terreno e construiu um prédio com quitinetes e alguns pontos comerciais. “Hoje, o empreendimento dá a ele um bom rendimento adicional, além dos derivados de sua aposentadoria”, menciona Paulo.
Carros costumam ser investimentos muito comuns para as pessoas. O idoso, em especial, deve levar em conta os custos que manter um automóvel demanda: seguro, manutenção, gasolina, IPVA. “Pessoas na Terceira Idade costumam usar o carro esporadicamente para ir ao médico ou ao mercado, é importante pesar isso antes de investir em um”, recomenda Paulo, que cita o exemplo de um antigo cliente, um juiz aposentado, com mais de 80 anos, que tinha um carro que rodava muito pouco. “Ele fez as contas e percebeu que estava caro manter um carro na garagem. Colocou-o à venda e passou a utilizar os serviços de um aplicativo, os custos caíram absurdamente. Para o idoso, que não sai mais tanto de carro, é importante fazer essa conta. A grana que ele está economizando, está investindo e fazendo viagens”, argumenta.
Investimentos
Com crédito facilitado e muitos benefícios, aposentados e pensionistas representam uma parcela mais conservadora com relação a investimentos que possibilitem o aumento de seu patrimônio. Paulo conta que este grupo não quer correr riscos com relação a suas aplicações e cita a falta de informação como um dos fatores que impedem as pessoas de fazer esse tipo de investimento.
Ele relembra o caso bem-sucedido de uma cliente aposentada, que recebia apenas um salário-mínimo, e conseguiu realizar o sonho da casa própria, há três anos. Ela comprou um apartamento, na planta, de dois quartos em um condomínio fechado, em Vila Velha. Na época, o imóvel custava R$70 mil e fazia parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Por isso, recebeu um subsídio de R$17 mil do governo, ou seja, ela pagou R$53 mil pelo apartamento. “Muita gente parte do pressuposto de que é caro e que não vai dar conta de pagar quando, na verdade, é muito mais sobre acreditar e ter informação daquilo que quer fazer”, argumenta o coach.
Às vezes subentende-se que aumentar o patrimônio é adquirir bens – investimento com baixa liquidez – quando, na verdade, a pessoa que tem investimentos em ações ou fundos de renda fixa também está aumentando o patrimônio, só que com maior liquidez. “Em caso de necessidade, é mais difícil vender ou se desfazer de um carro ou imóvel”, alerta o especialista. Por isso, é imprescindível se informar e pesar os prós e contras antes de realizar qualquer investimento.

3 passos para aumentar seus rendimentos
1 – Evite desperdícios
Economize energia, evite gastos desnecessários no supermercado, padaria, lojas, etc. Parece clichê mas quanto mais você evitar comprar o que não precisa, mais dinheiro sobrará no fim do mês.
2 – Aprenda a dizer não
É difícil rejeitar um pedido de um mimo para o neto ou de um filho que precisa de uma ajuda financeira. Mas, cuidado, pois você pode agir com solidariedade e o seu parente não ter como pagar o empréstimo. No fim, quem pode precisar de ajuda é você.
3 – Observe seu extrato bancário
Eles podem vir com algumas surpresas como a cobrança de um serviço que você nem utiliza. Podem ser de centavos ou de alguns reais que, no fim, podem resultar em uma conta alta a ser paga.
https://especiais.gazetaonline.com.br/fazpartedomeuplano/2018/11/23/organize-as-financas-e-aumente-o-patrimonio-apos-a-aposentadoria/

quarta-feira, 28 de março de 2018

Habilidades, não diplomas, definem hoje os melhores talentos, diz CEO do LinkedIn


Para Jeff Weiner, uma das práticas mais comuns dos recrutadores para analisar currículos não faz o menor sentido.

Em processos seletivos, é comum que recrutadores levem em consideração a universidade onde se formaram os candidatos — sobretudo para dar preferência aos que frequentaram as instituições mais renomadas. Para Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, tal prática não faz o menor sentido. Durante uma palestra na ASU GSV Summit, o executivo defendeu o que acredita ser importante analisar na hora de contratar alguém. Segundo ele, o LinkedIn quer alguém com paixão pelo que faz, ética, perseverança, lealdade e mentalidade de crescimento (o "Growth Mindset" sobre o qual tem se falado tanto no mundo corporativo recentemente).

"Estas são qualidades que você não vê necessariamente em um diploma", defende Weiner. "Há habilidades que tendem a ser completamente negligenciadas quando as pessoas estão examinando currículos ou perfis do LinkedIn. E, no entanto, cada vez mais, achamos que esses são os tipos de pessoas que fazem a maior diferença dentro da nossa organização."

"Cada vez mais eu ouço esse mantra: habilidades, não diplomas. Não são habilidades que dispensam diplomas. Trata-se apenas de expandir nossa perspectiva para ir além dos diplomas." Ou seja, três palavras que podem fazer toda a diferença no processo de contratação: habilidades, não diplomas. E faz todo o sentido.

"Nós nos orgulhávamos de no recrutamento ter uma lista incrivelmente curta de universidades, e muitas empresas do Vale do Silício costumavam fazer o mesmo", disse Weiner. "Certamente não estamos sozinhos. Recentemente, demos uma olhada no perfis do LinkedIn e constatamos que, entre os trabalhadores do setor de tecnologia dentro do Vale, apenas 5% deles tiveram formações não tradicionais".

Nos últimos anos, no entanto, empresas têm percebido que existe muito talento escondido — e que muitas pessoas inteligentes e apaixonadas estão desprezando o ensino superior tradicional. 
"Estamos tentando nos afastar dessa ideia de que todos na equipe de engenharia, e todos no geral, devem ter vindo de uma escola específica ou ter que ter um grau diploma", disse Weiner. "Sim, diplomas de [ciência da computação] de escolas específicas podem te levar a encontrar um talento incrível. Mas há tanto talento para ser encontrando se as pessoas estiverem abertas buscá-los em lugares diferentes." 

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/12/habilidades-nao-diplomas-definem-hoje-os-melhores-talentos-diz-ceo-do-linkedin.html