quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Richard Thaler ganha Nobel de Economia em 2017 por unir economia e psicologia

Quando dois mais dois não é igual a quatro!
Economia não é Matemática, declarou o norte-americano, Richard Thaler, de 72 anos venceu o Nobel por suas contribuições para a economia comportamental.

Thaler disse nesta segunda-feira, após o anúncio do prêmio, que a premissa básica de suas teorias é: "Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas".

No anúncio da premiação, a Academia Real Sueca de Ciências, organizadora do Prêmio Nobel, afirmou que Thaler construiu uma ponte entre as análises econômicas e psicológicas da tomada de decisão individual. "Suas descobertas empíricas e suas ideias teóricas têm sido fundamentais para criar o novo campo de economia comportamental e em rápida expansão, que teve um impacto profundo em muitas áreas de pesquisa e política econômica".

Thaler é considerado um dos grandes nomes da economia comportamental, que estuda como o pensamento e as emoções afetam as decisões econômicas individuais e o comportamento dos mercados.

FALATA DE AUTOCONTROLE

Thaler também lançou luz sobre as resoluções de Ano Novo que podem ser difíceis de serem concretizadas. Ele mostrou como analisar os problemas de autocontrole usando uma espécie de planejador, que é semelhante aos métodos que os psicólogos e os neurocientistas usam para descrever a tensão interna entre o planejamento de longo prazo e a execução de curto prazo.

Thaler ainda foi citado por ter deixado a economia “mais humana”. Professor na Universidade de Chicago, nos EUA, ele mostrou como os traços humanos afetam sistematicamente as decisões individuais, bem como os resultados do mercado.

A teoria de Thaler descreve como consumidores e investidores tomam decisões econômicas a partir de processos psicológicos.

Thaler se especializou na análise dos comportamentos econômicos, seja no momento de fazer compras no supermercado, seja na hora de aplicar bilhões nos mercados financeiros.
O economista demonstrou como algumas características humanas, entre elas os limites da racionalidade e as preferências sociais, "afetam sistematicamente as decisões individuais e as orientações dos mercados"

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