sábado, 11 de novembro de 2017

Por que as empresas morrem?

Artigo publicado no Blog do Sebrae-ES
Abrir uma empresa é uma tarefa relativamente simples. Pode ser um pouco burocrática, dependendo do seu porte, mas não requer muito segredo para conseguir um CNPJ e se formalizar. Centenas de pessoas dão esse primeiro passo e tiram suas ideias do papel todos os meses no Espírito Santo, segundo dados da Junta Comercial do estado.
A maior dificuldade vem com o passar do tempo, quando a empresa não dá o resultado esperado, quando as contas aparecem e você percebe que está com o caixa no vermelho. A sobrevivência das empresas é um assunto delicado.
De acordo com uma pesquisa do Sebrae, das empresas constituídas em 2012, no Brasil, 76,6% das empresas sobreviveram aos dois primeiros anos de atividade. Essa mesma pesquisa mostra que os números melhoraram comparados aos anos anteriores, porém mesmo em um cenário otimista, essa média cairia para 68% até 2018.

Mas quais os motivos que levam à falência das empresas logo no início?

A pesquisa do Sebrae mostrou que, entre os principais motivos estavam a falta de planejamento, falta de capacitação e má gestão do negócio. Porém, foi identificado ainda que, muitas das empresas que fecharam, o negócio tinha sido aberto por necessidade e não por uma oportunidade.
Um outro ponto identificado foi a falta de acompanhamento rigoroso da movimentação financeira, além de não se atualizar com respeito às novas tecnologias do setor e manter produtos e serviços sem diferencial.
Podemos perceber, com isso, que não existe um fator único que explique porque as empresas fecham com poucos anos de atividade. Na verdade, é um leque de cuidados que a empresa necessita para se manter viva.
Abrir uma empresa pode ser algo relativamente fácil, mas mantê-la é uma tarefa que necessita de muito empenho, dedicação e amor pelo negócio. Empreender é superar um desafio a cada dia, é estar comprometido 24 horas com seu empreendimento, principalmente até que ele se estabilize.

E quais os passos para a sobrevivência?

Como já citado, são diversos pontos que precisam ser sempre observados para que a empresa se desenvolva e dê retornos positivos, ficando sempre no azul. Abaixo citamos alguns itens que se destacam:

- Faça um bom planejamento, de preferência, um Plano de Negócios.

Já citamos essa ferramenta diversas vezes aqui no blog, pois ela é essencial para ter uma visão atual e futura do seu empreendimento. Você conseguirá identificar seu mercado, clientes, fornecedores, concorrentes, pontos fortes e fracos, além de identificar o prazo de retorno que terá do seu investimento.

- Tenha atenção às finanças da empresa.

É fundamental manter o controle financeiro do que entra e sai na sua empresa. Você precisa ficar atento às movimentações financeiras, capital de giro, fluxo de caixa e gestão dos estoques de seus produtos. Só assim poderá saber se a empresa está sendo ou não lucrativa.

- Invista em capacitação.

O empreendedor que busca capacitação está sempre à frente daquele que não se capacitou. Conhecimento é sempre bem-vindo, então mantenha-se atualizado sobre os assuntos pertinentes ao seu negócio e também ligados à gestão para garantir o crescimento da sua empresa. Lembre-se também de capacitar sua equipe e mantê-la sempre motivada.

- Fique de olho nas novidades do setor.

Independente do setor, as novidades não param de surgir. Procure estar sempre informado sobre as inovações tecnológicas ligadas ao setor em que atua, como novos softwares e aplicativos. Fique ligado também às tendências e mudanças de comportamento dos seus clientes, além de ficar de olho nos seus concorrentes para saber o que eles estão fazendo.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Richard Thaler ganha Nobel de Economia em 2017 por unir economia e psicologia

Quando dois mais dois não é igual a quatro!
Economia não é Matemática, declarou o norte-americano, Richard Thaler, de 72 anos venceu o Nobel por suas contribuições para a economia comportamental.

Thaler disse nesta segunda-feira, após o anúncio do prêmio, que a premissa básica de suas teorias é: "Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas".

No anúncio da premiação, a Academia Real Sueca de Ciências, organizadora do Prêmio Nobel, afirmou que Thaler construiu uma ponte entre as análises econômicas e psicológicas da tomada de decisão individual. "Suas descobertas empíricas e suas ideias teóricas têm sido fundamentais para criar o novo campo de economia comportamental e em rápida expansão, que teve um impacto profundo em muitas áreas de pesquisa e política econômica".

Thaler é considerado um dos grandes nomes da economia comportamental, que estuda como o pensamento e as emoções afetam as decisões econômicas individuais e o comportamento dos mercados.

FALATA DE AUTOCONTROLE

Thaler também lançou luz sobre as resoluções de Ano Novo que podem ser difíceis de serem concretizadas. Ele mostrou como analisar os problemas de autocontrole usando uma espécie de planejador, que é semelhante aos métodos que os psicólogos e os neurocientistas usam para descrever a tensão interna entre o planejamento de longo prazo e a execução de curto prazo.

Thaler ainda foi citado por ter deixado a economia “mais humana”. Professor na Universidade de Chicago, nos EUA, ele mostrou como os traços humanos afetam sistematicamente as decisões individuais, bem como os resultados do mercado.

A teoria de Thaler descreve como consumidores e investidores tomam decisões econômicas a partir de processos psicológicos.

Thaler se especializou na análise dos comportamentos econômicos, seja no momento de fazer compras no supermercado, seja na hora de aplicar bilhões nos mercados financeiros.
O economista demonstrou como algumas características humanas, entre elas os limites da racionalidade e as preferências sociais, "afetam sistematicamente as decisões individuais e as orientações dos mercados"