sábado, 17 de junho de 2017

ESPECIALISTAS DÃO DICAS PARA REDUZIR GASTOS COM ALIMENTAÇÃO FORA DE CASA

Diante do orçamento apertado, é preciso passar por cima de qualquer preconceito quando o assunto é reduzir gastos com comida e aprender que planejar refeições fora de casa não significa perder em qualidade ou quantidade, mas, sim, garantir que o dinheiro chegue ao fim do mês sem problemas. Escolher um restaurante mais barato, levar marmita alguns dias da semana e evitar os lanchinhos durante o dia podem ser fonte de boa economia.


Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), explica que alimentação é um item “pesadíssimo” no orçamento e reduzir gastos com lanches, por exemplo, pode dar um bom alívio nas finanças. Segundo o especialista, a alimentação consome entre 30% e 40% da remuneração mensal dos trabalhadores. Isso inclui refeições rotineiras e saídas no fim de semana. “Normalmente, não se tem muita disciplina”, ressalta.
O almoço é um dos grandes vilões do orçamento, e abrir mão de comer em restaurantes todos os dias pode fazer uma grande diferença” afirma. Domingos exemplifica: “se uma pessoa que gasta, em média, R$ 20 por dia optar por levar a comida de casa por dois dias da semana, em um ano economizará quase R$ 2 mil”. “O consumidor vai perceber o quanto tem de gastos desnecessários se fizer uma análise mais profunda. Os pequenos valores que são desprezados, muitas vezes, fazem uma diferença enorme”, afirma.
O lanchinho da tarde segue a mesma lógica do café da manhã: não é necessário gastar R$ 15 em uma padaria ou lanchonete. Se uma pessoa desembolsa esse valor com salgados, sucos e cafés durante o dia, mensalmente a despesa será de mais de R$ 300. “Controle os gastos, porque, somando o lanche em 365 dias, dá uma fortuna”, garante o presidente da Abefin.
Uma refeição completa no Brasil, incluindo o prato principal, bebida, sobremesa e café, custa, em média, R$ 32,94 por dia, de acordo com a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert Brasil). “Se analisarmos esse preço, vemos que somente o prato custa, em média, R$ 18. Se a pessoa quer reduzir gastos, é possível abrir mão de todo o resto ou de parte dos ítens”, recomenda a diretora-presidente da Assert, Paula Cavagnari.
Analisando pelo sistema de cada restaurante, o preço do prato comercial, o famoso “prato feito”, é o mais barato. O consumidor paga, em média, R$ 28, enquanto em um estabelecimento à la Carte, o preço fica em torno de R$ 62. “O autosserviço, o popular ‘quilo’, também é bom para reduzir gastos, já que a pessoa pode controlar o que coloca no prato”, aponta Paula.
Descompasso
Até mesmo para os trabalhadores que recebem tíquete-refeição, o planejamento é necessário, pois, muitas vezes, o valor não acompanha o gasto mensal com alimentação. A atendente de lotérica Andreane Silva, 22 anos, recebe o benefício, mas o valor não chega ao fim do mês. Para não sobrecarregar o orçamento doméstico, ela leva comida de casa para o trabalho. “Meu tíquete dura apenas 15 dias, nos outros 15, preciso gastar parte do meu salário no mercado para preparar minhas refeições em casa. Como comer em restaurante acaba sendo mais caro, sempre levo marmita”, conta.
De acordo com a Assert Brasil, o comprometimento da renda com alimentação é maior para quem recebe menos. Considerando quem não recebe vale-refeição, o trabalhador que recebe até um salário mínimo compromete 82% da renda para fazer uma refeição completa de segunda a sexta-feira, durante 22 dias úteis do mês. Já, os que recebem cinco mínimos comprometeriam 17% . A pesquisa considerou o valor vigente no final de 2016, de R$ 880.
O controle dos gastos com comida fica ainda mais difícil para quem tem família. Como abrir mão de ir a um restaurante no fim de semana, após de dias seguidos de trabalho? A professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Myrian Lund recomenda que marcar programas em casa pode ser uma boa forma de economizar nos fins de semana. “Os amigos podem combinar de cada um levar uma coisa, assim, todo mundo come e se diverte. Esses momentos são marcantes e aproximam as pessoas, além de não pesar tanto no bolso”, considera.
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