segunda-feira, 25 de maio de 2015

À vista ou a prazo – como comprar?

Pesquisa recente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) aponta que 53% dos brasileiros já preveem cortar as comprar parceladas. Esse dado, com certeza, também é reflexo do cenário de crise pelo qual passamos, mas representa também que a população está começando a perceber o risco dessa modalidade de compra. Por isso, acredito ser pertinente o questionamento: comprar à vista ou a prazo?
Ocorre que, hoje, os parcelamentos são constantes e prometem muitas vantagens, como juros baixos ou até mesmo a total isenção. Sem contar que há a possibilidade de adquirir imediatamente algo que não se tem capacidade financeira para adquirir à vista. Entretanto, os dados da pesquisa demonstram que os consumidores já estão se atentando que esse hábito pode levar ao endividamento.
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• O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?
• Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?
• Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?
• Estou comprando por mim ou influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?
• Tenho o dinheiro para comprar à vista?
• Precisarei comprar a prazo e pagar juros?
• Tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seisou doze meses?
• Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?
Dentre os pontos a serem levados em conta nessa questão, estão, primeiramente, o fato de que a promessa de juros zero é uma ilusão, pois, ninguém empresta dinheiro à outra pessoa que não conhece sem que se acrescente nisso algum tipo de juros, por mais que esse já esteja embutido no produto. Mas, por que os grandes magazines não oferecem descontos então à vista? Porque, mais do que produtos, eles vendem parcelamento (empréstimos).
Outro ponto que deve ser levado em conta é que, ao realizar uma compra parcelada, por falta de controle financeiro, os consumidores se esquecem de somar aos seus gastos mensais o comprometimento com essas parcelas. Como resultado disso, ocorre o descontrole financeiro.
Assim, se pensarmos de forma prática, o pagamento à vista é mais vantajoso, não só por deixar de comprometer o orçamento dos meses seguintes com parcelas, mas porque, geralmente, o desconto que se consegue é maior do que o rendimento que se teria com aplicações. Mas tem um aspecto que poucas pessoas levam em consideração no momento dessa decisão: a reserva financeira.
Muitas vezes, na compra à vista, a pessoa só pensa momentaneamente, todavia, se esquece que parte desse dinheiro já está comprometido com outras obrigações, caindo em dívidas. Sem contar que, se acontecer algum imprevisto, esse montante que despendeu de uma só vez pode fazer falta e acabar comprometendo o orçamento financeiro.
O que quero demonstrar com isso não é que não devemos comprar, mas que é preciso avaliar bem a situação e fazer as contas. Por isso, a recomendação é que, antes mesmo de decidir se vai comprar algo e de que forma fará isso, é indispensável que se tenha ciência total da condição financeira.
Deve-se saber todos os ganhos e gastos mensais, para que, a partir dessas informações, descubra quanto poderá desembolsar com novas despesas. E esse é o princípio da educação financeira: conhecer as finanças e planejar-se, visando ter menos dívidas e mais realizações de vida, de forma consciente e sustentável.
Fora isso, recomendo, na hora de comprar, priorizar primeiramente as compras à vista e fazer perguntas fundamentais:
• Eu realmente preciso desse produto?
Se mesmo diante deste questionamento, a pessoa concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas como:
• De quanto eu disponho efetivamente para gastar?
Enfim, vamos à compra, mas com consciência!
Reinaldo Domingos

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