segunda-feira, 16 de março de 2015

Mulheres ainda enfrentam preconceitos financeiros

Se, há algumas décadas, os homens eram maioria esmagadora como chefes de família, em todos os sentidos, hoje, a situação é bem diferente, mas ainda não é equilibrada. As mulheres lutaram e tiveram muitas conquistas, inclusive em questões profissionais e, consequentemente, financeiras.

Por esse motivo, aproveitando o ensejo do mês das mulheres, quero utilizar o espaço aqui do blog hoje para falar de educação financeira voltada para elas e o preconceito que ainda sofrem quando o assunto é dinheiro. Piadas machistas como "eu ganho e ela gasta" ainda estão muito presentes no dia a dia delas; claro que são brincadeiras, mas possuem um fundo de verdade e isso tem que mudar.
Agora, na prática, o preconceito se mostra por meio dos salários mais baixos, com o mesmo cargo dos homens, no mercado de trabalho. Ou seja, a mulher tem que trabalhar igual ou mais que o homem (sem contar nos casos em que ela ainda tenho as obrigações domésticas), ganha menos, tem que administrar as finanças da família e ainda são taxadas as gastonas e descontroladas.
Outro ponto a se considerar é que as publicidades e propagandas são infinitamente maiores para o sexo feminino do que para outros públicos, desde produtos de beleza até produtos de limpeza (que sempre mostram mulheres utilizando-os). O que ocorre com todo esse "assédio" é que, com obrigação de pensar em tudo e em todos, a mulher acaba deixando de lado seus sonhos e desejos. E é isso que quero ressaltar, falando de educação financeira.
Só com o sonho é que elas conquistarão a independência financeira. Com a definição de seus objetivos, as mulheres saberão o quanto necessita para atingi-los e, com o simples exercício de registrar mensalmente todos os seus gastos, descobrirão no que poderão economizar para realizá-los. E isso tudo sem ter que eliminar gastos que geram prazeres e que também têm relevância para suas vidas, como roupas, bolsas, maquiagem, etc.
No intuito, então, de praticar o que chamamos de consumo consciente, listei algumas perguntas que devem ser feitas antes de qualquer compra:
• Eu realmente preciso desse produto?
• O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?
• Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?
• Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?
• Estou comprando por mim ou influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?
Se mesmo diante deste questionamento, a pessoa concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas como:
• De quanto eu disponho efetivamente para gastar?
• Tenho o dinheiro para comprar à vista?
• Precisarei comprar a prazo e pagar juros?
• Tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seis ou doze meses?
• Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?
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